sábado, 6 de fevereiro de 2010

MAX MSP com Jitter

Max é um software criado em 1989, que consiste em uma interface modular de programação, criada inicialmente para controlar sintetizadores e "samplers" através do protocolo MIDI. Em 1997 foram incorporadas diversas extensões com o objetivo de processar sinais de áudio (pacote MSP - Max Signal Processing), que possibilitou o desenvolvimento de "patches" com maior aplicabilidade para a música eletroacústica. O max opera através de objetos com funções simples, basicamente com linhas de programação de texto, operações matemáticas e a relação entre ambos.
Em 2003 um novo pacote foi adicionado, com a função de expandir sua operacionalidade para o processamento em "real-time" de vídeos, gráficos em "3-D" e Matrix. Esta expansão, chamada "Jitter" permitiu a comunicabilidade com interfaces visuais, processando e gerenciando vídeos e aparatos multimídia.
MIDI

MIDI (Musical Instrument Digital Interface, ou Interface Digital para Instrumentos Musicais) é um protocolo de comunicação criada inicialmente para transmitir informações entre instrumentos musicais e equipamentos eletrônicos. O MIDI contêm basicamente instruções de como será gerado cada evento musical. Com o desenvolvimento de novos aparatos técnológicos, o MIDI vem sendo aplicado para outras funções multimídia que operam com os mesmos parâmetros, como sensores, consoles de iluminação, aparelhos e softwares de vídeo, etc.

Sobre o processo WE CAGE por Isabela Schwab

Para mim “We Cage” vem abrir em Curitiba um espaço de construção da relação entre o corpo dançante e a tecnologia, tecnologia esta que não está apenas no espaço físico na função de suporte para algo, mas sim como um outro tipo de corpo em cena dialogando com o todo. Corpo e tecnologia nesse espetáculo são como uma via de mão dupla, emergem ações e reações em um diálogo entre corpos, sons, objetos, cabos, espaço e direções.
Dentro do processo, um ponto interessante para apontar aqui, são os ajustes que os corpos se permitem fazer para a criação de uma linguagem que é igual na diferença, que tem um foco e um objetivo, mas é aberta para receber informações e entendimento de diferentes corpos em relação a criação de movimentos.
Outro ponto essencial para a construção da linguagem corporal é a função de colocar o corpo na experiência do movimento o tempo todo, segundo Cunningham “capacidade de pensar, de existir por inteiro”. É deixar ser em tempo real, o corpo que fala de corpo, com peso, espaço, direções, limites, agilidade e ajustes em pequenas frações de segundos.
Por hoje duas palavras, que juntas tem um único sentido, podem definir o estado e a vontade que sinto em meu corpo durante os momentos do processo, são elas: Longe Alcance.

Isabela Schwab, bailarina de WE CAGE.

Processos Coreográficos: Sobre Diagramas /Sorteios

Determinamos que houvesse um sorteio para organizar as frases de movimentos. A cada encontro foi construído o método, escolhendo elementos a serem sorteados. Um desses elementos é o espaço, mais especificamente as direções dele. Escolhemos 11 pontos no espaço baseados num diagrama formado por 8 pontos. A primeira dificuldade foi ajustar as frases de movimentos para executá-las nas direções sorteadas, e ainda manter a estrutura da sequência original. Estudamos o mesmo sorteio em mais de um encontro. Aos poucos o estranhamento de ter que realizar a sequência em pontos escolhidos ao acaso se tornava mais confortável, o corpo se adaptava mais facilmente e a cada sorteio o raciocínio ficava mais rápido. Até que em um dos ensaios houve uma observação importante: Nas obras do Merce Cunningham não há um centro fixo. E no diagrama que estávamos usando, acabávamos sempre passando pelo centro, pois os pontos eram localizados apenas nas extremidades. Foi escolhido outro diagrama, mais complexo, com 20 pontos espalhados no espaço, sem possuir um centro fixo. Agora as frases de movimentos podem ir direto para a extremidade ou parar no meio do espaço. Com esse diagrama há a dificuldade de localizar os pontos, afinal passamos de 8 para 20, porem é mais interessante os desenhos coreográficos realizados a cada sorteio. Agora estamos no processo de se habituar a esses 20 pontos e desenvolver estratégias para o corpo permanecer na experiência do movimento e cumprir o sorteio.

“Cunningham constrói sua obra como “fragmento do universo”, e põe nela todas as propriedades que são encontradas naquele movimento evolutivo. A coreografia torna-se parte do todo em que está inserida, e carrega os elementos observados no movimento cósmico: tempo e espaço; lei e acaso; caos e ordem; densidade e expansão.” (Rosana Van Langendonck – Mercê Cunningham Dança Cósmica – Acaso – Tempo – Espaço)

Texto de Mariana Batista bailarina de WE CAGE

Sorteio Coreográfico atualizado / Mariana Batista

Sorteio adotado.

Sorteio Coreográfico Mariana

Sorteio antigo em desuso.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Construção e conceitos pra dança WE CAGE

O projeto de dança WE CAGE aplica basicamente dois conceitos: CONTROLE e NÃO CONTROLE da coreografia, do corpo, do som e do espaço.
A construção da dança que vem sendo investigada teve inicio com alguns aspectos restritivos:
1) O corpo deverá mover-se pelo chão, na posição horizontal e depois na posição vertical;
2)Seis parâmetros embasam a construção do vocabulário coreográfico: PESO, RELEASE, MUDANÇA DE DIREÇÃO, INCLINAÇÃO, DE BAIXO PARA CIMA e TORÇÃO;
3)A construção se aplica para o estudo de movimento pelo movimento sem a utilização de temas ou narrativas;
4)Aplicação para palco Italiano ou condição similar de frontalidade;
5)O espaço será tratado de maneira a não privilegiar o centro;
6)O dançarino fará uso da tecnologia dos sensores para alterar o ambiente;
7)Em toda estrutura que se queira será investigado e criado metodologia para o uso de sorteios e jogos.